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Vais desistir? O que correu mal?

Olá a todos!


Hoje o meu blog centra-se num episódio da minha vida que, entre muitos outros, se destacou no sentido de ter revelado em mim uma resiliência e uma adaptação que, neste momento, ao pensar nisso, me orgulho. E uso este exemplo com o intuito de que reflitam sobre ele, o trespassem para a vossa vida e pensem nos vossos próprios exemplos de resiliência e no sentido (ou não) de desistir dos nossos objetivos.
Imagem retirada da Internet
Então, estava eu no 12º ano, a meio do ano escolar, naquela fase de decidir o nosso futuro (ir para a faculdade? que curso tirar?) e estava certa de que queria ir para alguma área relacionada com a saúde, mas não sabia exatamente qual. Claro que Medicina estava sempre na minha cabeça, mas embora as minhas notas (até ao 11º ano) fossem muito boas, não eram suficientes para entrar, estavam quase lá - mas o quase lá não é, claro está, chegar lá... é quase. Só que nessa altura, felizmente, eu tomei a decisão de ir subir a todas as disciplinas e melhorar a nota dos exames nacionais (principais responsáveis pelas minhas notas não alcançarem os valores necessários ao curso, estarem no tal "quase lá"), isto é, fazer os exames todos do secundário no 12 ano e ainda ter o máximo que eu pudesse a todas as disciplinas. A verdade é que, quando meto uma coisa na cabeça, ninguém me pára e, então, fui com o projeto "entrar em medicina" para a frente e estava tudo a correr bem. Tive ótimas notas a todas as disciplinas, estudei organizadamente, por porções, para os exames (posso falar nisso noutra publicação, se quiserem) e sentia-me preparada para, no final do ano, realizar bons exames nacionais. 

E vocês perguntam-me: "Raquel, então mas qual foi o problema?". O sucedido foi que, na época das “férias” da viagem de finalista, eu fiquei em casa a fazer apontamentos de Física e Química (em formato digital,  pois já tinha descoberto que escrevo muito mais depressa no computador), de forma a ter a matéria toda organizada e sucinta para me facilitar o estudo na véspera do exame. Passada essa semana, tinha finalmente os apontamentos terminados e estava muito contente com eles (deram-me muito trabalho). O pior veio quando, sem querer, não gozem comigo, apaguei o documento que tinha os apontamentos e não tinha nenhuma cópia comigo (não, não ficou na lixeira) - apaguei tudo, TODOS OS MEUS APONTAMENTOS completamente apagados, não fiquei com nada. 
E o que fiz? Tive um "treco", um "piripaque", deu-me "uma coisinha má". E depois? Fiz a única opção possível para cumprir o objetivo de ter apontamentos de qualidade, com as minhas palavras para o exame, fiz tudo de novo, do zero. E fiz tudo numa tarde (em menos de um décimo do tempo da 1ª vez). E sabem que mais? Não só fiz mais rápido, fiz melhor. E tirei 19,5 nesse exame. :) 

Se entrei em Medicina? Acho que a resposta é óbvia (e na minha 1ª opção yaaaay).

Mas agora voltando ao exemplo da disciplina e Física e Química e dos apontamentos, vocês podem pensar que o que fiz não foi nada de especial, mas imaginem que o exame era um grande projeto de vida, que dependia dessas cábulas e, como era importante para vocês, tinham investido imensa coisa nesse projeto. E, de repente, tal como aconteceu às minhas cábulas, tudo o que vocês fizeram "PUFF!", "ia à vida". Vocês mantinham dentro de vocês o que é necessário para fazerem de novo, da mesma forma ou diferente, melhor? Ou desistiam?

Aposto que, tal como o meu, vocês têm vários exemplos de resiliência que mostram que, mais importante do que acontece na nossa vida, é aquilo que somos, o que mantemos dentro de nós, o que nos faz, aconteça o que acontecer, sermos genuínos e capacitados para tirar o melhor proveito de tudo. 

Não é a facilidade ou dificuldade de algo que nos define, não é o que nos acontece na vida que nos define, é a forma como encaramos tudo aquilo que nos acontece. 

Concordam comigo?
Não desistam de vocês e do que verdadeiramente vos importa!

Comentem em baixo se quiserem que eu fale de alguma coisa específica. Terei todo o gosto em ler e em responder-vos.

Até à próxima!

Beijinhos.

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