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Sim, eu "disse que fazia", mas...

Olá a todos!

2018 está a chegar e com a sua aproximação chegam biliões de objetivos, triliões de novas atitudes e quatriliões de novos "vou passar a fazer" e/ou "vou deixar de fazer".


Esta publicação direciona-se maioritariamente àquelas pessoas que, tal como eu, encontra-se muitas vezes na situação de ver as decisões que tomou na sua vida não serem realizadas, ficando o sentimento de culpa e, pior, de irrealização e fraqueza ou falta de autocontrolo e disciplina.


Se são uma dessas pessoas, tenho uma boa notícia para vocês: talvez tenham muito mais disciplina e com autocontrolo do que aquilo que imaginam. Talvez o problema não sejas vocês, mas aquilo a que se estão a agarrar para seguir em frente.

Confusos? 
Passo a explicar: como sabem nenhum ser humano é perfeito e, da mesma forma, nenhum ser humano faz sempre tudo bem e está sempre com o humor, vontade e/ou estado de espírito ideais para investir na vida que almeja. 
E nós sabemos isso? Sim.
E com o que contamos para conseguirmos o que queremos? Com a nossa força de vontade.
Han? Contraproducente, não?
Eu vou dar-vos um exemplo meu: embora considere que tenha, no geral, uma alimentação saudável, com cada vez menos "desvios", passei muitos dias 31 de dezembro a dizer a mim mesma "a partir de amanhã elimino tudo o que é mau da minha alimentação e mantenho-me assim..." e acordava no dia seguinte com esse pensamento do "não vou fazer", "não posso", "não quero". Estão a perceber? Eu simplesmente convenci-me que iria olhar para toda a comida que ainda sobrou do natal e, por força de vontade, dizer "não".
Acham que conseguia por muito tempo?
Não, a verdade é que quase nunca comecei o dia 1 de janeiro a comer como eu gostaria.
E como este há muitos outros exemplos.

Então a que nos agarramos, como resolver esta situação? Descobrindo o nosso propósito inabalável para fazermos "aquele algo", porque embora não sejamos "de ferro", temos coisas que sim, que simplesmente não fazemos e pronto, há sempre valores inquebráveis, há sempre ações cuja noção das consequências nos faz ter facilidade em eliminá-las da nossa vida. 
E porque conseguimos com estas coisas e não com outras? Porque a força que nos faz não fazer (ou fazer) esse algo é mais forte do que qualquer força que nos faça ir no sentido contrário.
Estão a acompanhar? É por isso que muitos estudantes procrastinam o semestre inteiro, embora queiram boas notas, mas na véspera dos exames "marram muito" e até conseguem passar com melhor ou pior nota. Porquê? Porque o que os fez avançar foi a não aceitação absoluta da reprovação e, face a este propósito inabalável de não chumbar, começaram a agir.

Então e como é que se encontram estes propósitos inabaláveis para fazer ou não fazer algo?
Existem várias formas de o fazer, eu cá gosto particularmente de uma, que consiste em fazermo-nos a nós mesmos uma sequência de perguntas e respostas, partindo do que queremos ou não queremos fazer, até chegarmos a uma pergunta cuja resposta seja tão significativa para nós que, simplesmente não nos permita fraquejar.
Voltando ao exemplo da alimentação saudável, seguindo este esquema, eu encontraria o meu propósito inabalável da seguinte forma:
Porque é que eu quero começar o ano novo a comer da melhor forma que souber e puder? -> Para manter a saúde e evitar a doença. -> Por que é que queres ter saúde e evitar a doença? -> Para estar no máximo das minhas capacidades físicas, mentais e espirituais. -> Porque precisas de estar no teu melhor? -> Para ter garra para seguir os meus objetivos, ser sempre autónoma e não ter de gastar tempo, dinheiro e energia a preocupar-me com doenças consequentes. -> Porque não? -> Porque passaria mais tempo da minha vida em sofrimento e não me sentiria realizada, nem seria tão útil como gostaria para a minha família e para o mundo. -> Isso afeta-te? -> Sim, quero ser feliz, longeva e sentir-me bem até ao final dos meus dias.
Tchi, que salganhada... o que isto significa resumidamente? Que se eu for comer de forma incorreta, vou comprometer a minha longevidade, saúde e o meu rendimento pessoal, profissional e relacional. E isto eu não quero. 
Este método ajuda? Claro. Se eu olhar para uma bolacha e pensar "não!", posso fraquejar, mas se eu pensar que aquela bolacha vai arruinar o meu futuro, já se torna muito fácil resistir.

Não importa quão exagerado, quão "grande" ou "pequeno", quão "nobre" ou "egocêntrico" são os vossos propósitos inabaláveis para cada coisa na vida. Eles são vossos e só partilham se quiserem. Mas fundamentais eles são, essenciais para vos ajudar a ser exatamente quem vocês querem. 

O que acharam desta publicação? 
Comentem em baixo e sintam-se à vontade para partilhar alguns dos vossos propósitos inabaláveis.

Até à próxima!
Beijinhos.

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