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Sim, e...

Olá a todos!

Hoje vou falar-vos de uma forma de pensar e de agir na vida, que eu aprendi com o Mark Mekelburg, mais propriamente o Dr. P. P. P. Pipoca (um doutor palhaço), quando estava a receber uma formação de Soft Skills, no contexto do PNENF, que considero absolutamente incrível e que, sem dúvida, mudou a minha vida para melhor.

Estava eu em Albergaria-a-Velha, com mais 22 pessoas, num "retiro de educação não formal", digamos assim, e no último dia, um palhaço (com todo o sentido respeitoso  e digno de admiração da palavra), entra-nos pela sala adentro e explica-nos esta filosofia de vida através de dinâmicas de grupo, tornando-nos certamente mais maturos, de forma inesquecível.

E do que vos falo é então, o olharmos para a vida e dizermos: "Sim, e...".

Reparem que esta expressão não termina com um "?", ou seja, não é sinónimo de "ya, ya, e daí?", nada disso, esta frase não traz nada de arrogante, até pelo contrário...

Não sei se vos vou conseguir transmitir (certamente não vou) toda a grandiosidade desta atitude, mas vou fazer o meu melhor:

Dizer "Sim, e..." é o contrário de dizer "Não." à vida...

É embarcar na viagem antes mesmo de pensarmos sobre ela, é expormo-nos à nossa vulnerabilidade, é entregarmo-nos ao mundo com total confiança, é protegermo-nos menos, é cometermos mais erros, é concretizarmos mais vitórias, é vivermos completamente, é preenchermos o nosso emocional... é, é tanta coisa.

A expressão em epígrafe pode ou não ser interpretada literalmente, mas não necessariamente. Talvez com um exemplo seja mais fácil de perceber: quando estão a falar com alguém, por exemplo, um amigo vosso, uma atitude "Sim, e..." consiste em vocês fazerem uma escuta ativa (podemos falar de escuta ativa noutra publicação) do que essa pessoa está a dizer e, quando chegar a vossa vez de falar, vocês não mudam de assunto, não cortam o fluxo do conversa, não apresentam nenhum "talvez!", não, vocês continuam o raciocínio da pessoa e acrescentam-lhe partes, enriquecem-no, criando um fluxo de aceitação e de empatia com a outra pessoa - dizem "sim", por seguirem o que a pessoa diz, e colocam um "e...", por acrescentarem mais ao que disseram "sim". 

Como já disse, deixa-nos mais vulneráveis, mas dá mais valor à nossa vivência.

Para além disto, uma coisa que me surpreendeu muito nesta atitude, algo que eu nunca sequer tinha pensado, porque é um pouco contra tudo o que nos ensinam ao longo da nossa vida, é que a adoção da atitude "Sim, e..." pode implicar que nós não deixemos a outra pessoa acabar uma frase. Falta de educação? Não, por vezes esta é a única forma de manter um fluxo saudável e, se a outra pessoa tiver a mesma atitude, ela vai ceder-vos a sua palavra - ceder a palavra também é dizer "Sim, e..." à vida. Claro que isto depende muito do bom senso, mas a questão é saber oferecer a palavra e agarrar na palavra sem hipocrisias, sem cortes, sem medos.

Eu dei o exemplo de uma conversa, mas podemos aplicar isto em tudo na nossa vida. Por exemplo, vocês querem muito fazer uma determinada viagem, mas estão com mil questões na cabeça. Se se abrirem à ideia, abrirem os braços, exposerem o peito, verem tudo o que precisam preparar e embarcar emna viagem, então estão a dizer "Sim, e..." à vida.

Espero que vos tenha conseguido transmitir um pouco do que é esta atitude positiva, vulnerável, mas intensa de viver e que tenham gostado do que leram.

Alguma vez tinham ouvido falar deste assunto? 
Têm alguma coisa a acrescentar?
Sintam-se à vontade para comentar.

Até à próxima!
Beijinhos.

Comentários

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