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Só Tu Sentes o que Sentes.

Olá a todos!

Peço desculpa pelo texto se ter alongado um bocadinho, mas falo de um tema sério e queria conseguir passar bem a minha visão do mesmo. Espero ter conseguido. 
Boa leitura! :)

Ninguém no mundo sente cada segundo da nossa vida como nós o sentimos, interpreta as coisas da mesma forma que nós, compreende a 100% as nossas emoções.
Isto podia servir de premissa para muitas conclusões, mas não vou falar de nada de mal, vou antes abordar um dos aspetos positivos desta realidade.

Muitas vezes sentimos coisas que não queríamos e, pior do que o que estamos a sentir, é falar do que sentimos, é acharmos que os outros querem que sintamos o que estamos a sentir ou que se conseguem aperceber disso...
Contudo, nada disto acontece, pelo menos não na profundidade que achamos. 
Do mesmo modo, nós não sabemos o que o outro pensa, o que o outro sente. 
As pessoas só sabem umas das outras o que cada um diz ou faz e, mesmo assim é de forma incompleta, porque as interpretações divergem. Também acredito que sentimos a energia uns dos outros, mas mais uma vez, a realidade de cada um é a sua realidade, única no universo.

"E qual a grande vantagem disso?" Com esta informação em mente, deixamos de nos inibir pelo nosso pensamento do que os outros podem pensar ou dizer de nós, deixamos de nos magoar tanto pelos maus sentimentos que despertam em nós, deixamos de permitir que nos despertem maus sentimentos... começamos a perceber que toda a gente sofre e toda a gente tem alegrias e que, se nós nos ferimos, os outros também se ferem...

Inevitavelmente, dependendo do nosso estado de espírito, a nossa interpretação do outro vai ser sempre melhor ou pior do que na verdade é. Cada realidade depende unicamente da pessoa que a vive.
Faz sentido tanto medo, tanta ansiedade, tanta vergonha que criamos em nós focados apenas no exterior? 
Imagem retirada da Internet
Imaginem uma jovem estudante que tem excesso de peso e existe o típico "parvalhão" que goza com ela diariamente na escola (entre outras coisas, chama-lhe "Gorda", "Tanque" e "Bolacha") e, pior do que isso, consegue o riso e a aprovação de outras pessoas. O objetivo deste rapaz, além de outros possíveis, foi incomodá-la, deixá-la triste, correto? Muito provavelmente. Não vamos pensar se ela dá resposta ou não, vamos apenas centrar-nos no facto de ela, que já se sentia mal por ser mais "cheinha", ficar desolada com aquela situação. No final do dia, quando estão os dois a jantar, cada um na sua casa, ele está completamente distante do assunto, a fazer a sua vida normal, mas ela está com dificuldades em comer, a pensar na sua má sorte. Quando vão para a cama, ele adormece e ela chora durante muito tempo, antes de cair num sono "apaziguador". Este tipo de sofrimento tende a prolongar-se por muitos dias e, por vezes, anos, mudando completamente a vivência da juventude dessa pessoa e, inclusive, influenciando a sua vida adulta. 
Agora, analisando um pouco a situação, acham que o rapaz fazia a mínima ideia da "catástrofe emocional" que causou? Sem dúvida que não, mesmo que ache que sabe, mesmo que toda a situação lhe fosse contada, ele nunca entenderia, poderia mudar ou manter a mesma atitude. O fulcral aqui é que a ação realizada e a consequência criada estão apenas debilmente ligadas: a ação é a realidade do rapaz e a consequência é a realidade da rapariga, no que ambos escolheram focar-se durante um período de tempo.
E esse rapaz não tem sofrimento? E se ele apenas estivesse apaixonado? E se se achasse lingrinhas e quisesse "descarregar" a frustração em alguém que não fosse? E se apenas procurasse desesperadamente o que parecia melhor aos amigos para sobressair como nunca tinha feito como estudante, por exemplo?
Não estou a culpar a rapariga, obviamente, e não estou a desculpar o rapaz, mas enquanto o segundo apenas teve uma atitude infantil e maldosa, a primeiro tendeu a ampliar muito mais as intenções do segundo.
Agora imaginem essa rapariga com 26 anos, com uma relação amorosa saudável, amigos verdadeiros, um peso adequado, a descobrir que passou 10 anos da sua vida a preocupar-se com a opinião alheia, triste e a chorar e, no final de contas, o tal rapaz apenas tinha ciúmes dela e até havia outro que a admirava, mas que ela esteve demasiado ocupada a preocupar-se com o primeiro para se aperceber. Se ela voltasse atrás, tinha sido feliz. 

O que sentimos de bom e de mau é "privado" e, independentemente das intenções alheias, o que nos chega depende exclusivamente de nós, então analisemos e aceitemos o que sentimos e tentemos melhorar, mantendo o que gostamos e excluindo o que não gostamos, por nós. As pessoas não se centram tanto em nós, nem para o mal nem para o bem, como tendemos a pensar. Nós somos estrelas, sim, mas apenas da nossa vida. Relaxemos e vivamos bem.
Imagem retirada da Internet
O que acham sobre isto? Não hesitem em comentar. :)

Até amanhã!
Beijinhos :-* 

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